Embarcação que fazia transporte irregular de passageiros é apreendida

Lancha partiu de Icoaraci com 40 passageiros, desobedecendo decretos sobre distanciamento social
Ponta de Pedras 08/04/20 18:52

Após receber reclamações de moradores de que uma embarcação estaria realizando o transporte clandestino de passageiros do Distrito de Icoaraci, em Belém, para as comunidades quilombolas de Tartarugueiro, Santana, Porto Santo, Caracará e Crairú, localizadas no município de Ponta de Pedras a promotora de justiça Adriana Passos emitiu Recomendação solicitando às Polícias Civil e Militar a fiscalização do transporte irregular de passageiros para o município uma vez que o decreto governamental, publicado na segunda-feira (6) no Diário Oficial do Estado, proíbe a saída do transporte intermunicipal por meio rodoviário e hidroviário no período do feriado da Semana Santa e Tiradentes.

Atendendo a Recomendação do MPPA as Polícias Civil e Militar, com o apoio da Vigilância Sanitária de Ponta de Pedras, realizaram operação na tarde desta quarta-feira (8) onde apreenderam a lancha voadeira "Rio Negueba 1" que partiu de Icoaraci com cerca de 40 passageiros em direção à Ponta de Pedras desobedecendo os decretos municipal e estadual que restringem o transporte de passageiros durante a pandemia do novo coronavírus.

 
Foto: Polícia Militar

 

O comandante da embarcação foi apresentado a autoridade policial de Ponta de Pedras e autuado por descumprimento de medida sanitária preventiva e transporte irregular de passageiros. A embarcação, que não tinha autorização da Arcon para circular, foi apreendida. Uma parte dos passageiros desembarcou na comunidade quilombola de Tartarugueiro e a outra parte foi levada para Cachoeira do Arari.

A promotora Adriana Passos informou que a promotoria continua vigilante para que sejam cumpridas as normas de prevenção da covid-19. “Nosso objetivo é coibir esse tipo de transporte clandestino, sobretudo durante a semana santa, uma vez que a população da cidade fica amedrontada devido a pandemia do novo coronavírus”, concluiu.

Texto: Mônica Maia
Assessoria de Comunicação

 

 

 

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