Promotoria reúne com moradores para tratar do aterro sanitário

MPPA continua cobrando das prefeituras uma alternativa para destinação dos resíduos da região metropolitana
Marituba 08/02/19 14:38

 

Nesta 6ª feira (8) foi realizada, no Ministério Público de Marituba, uma nova reunião para tratar do aterro sanitário localizado no município e do destino futuro dos resíduos sólidos de Belém, Ananindeua e Marituba. As promotoras de Justiça Ana Maria Magalhães e Marcela Melo receberam representantes da comunidade e do “Fórum Permanente Fora Lixão” para uma atualização do caso.

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No final do ano passado a empresa comunicou às prefeituras e órgãos púbicos que encerrará suas atividades no próximo dia 31 de maio. Com isso, toneladas de resíduos produzidos todos os dias pelos três municípios ficarão sem destinação.

“Até o momento as três prefeituras não apresentaram um local alternativo para depositar os resíduos. A reunião teve um caráter informativo, para a população saber o posicionamento do Ministério Público nesse caso. A situação é muito grave e a população de Marituba tem sofrido com isso”.

Um dos temas da reunião foram as soluções de engenharia ainda necessárias atualmente, para evitar que as pessoas continuem sofrendo com as condições em que se encontra o aterro.

Os moradores também ficaram cientes que o Ministério Público continuará a exigir que os prefeitos apontem um local para solução do problema.

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“No momento esse é nosso principal foco. Quem tem de definir o novo local de deposição dos resíduos não é o Ministério Público, mas sim os três municípios. Belém é o maior gerador de resíduos e, em reunião recente com o prefeito Zenaldo, ele sinalizou que reuniria com os demais prefeitos e disse que já havia algumas empresas apontando soluções para o problema”, frisou a promotora Ana Magalhães.

Outro ponto importante do encontro foi o relatório do Instituto Evandro Chagas (IEC), que afirmou que já houve dano ao meio ambiente.

“Na avaliação desse relatório do IEC é importante, primeiramente, verificar se esse dano ao meio ambiente já atingiu a saúde das pessoas, para que possamos cobrar as responsabilidades e as medidas necessárias para proteger os direitos das pessoas atingidas”, finalizou Ana Guimarães. 

 


Texto: Ascom MPPA
Fotos: Promotoria de Justiça de Marituba

 

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