Promotoria vistoria carceragem e obras do cais de arrimo

O trabalho foi realizado para subsidiar a atuação da promotoria, com apoio do Grupo de Apoio Técnico Interdisciplinar (GATI)
Juruti 15/03/19 11:33

A promotoria de justiça de Juruti realizou vistorias nos dias 13 e 14 de março, na carceragem do município e nas obras de contenção do cais de arrimo. As fiscalizações feitas pela promotora de justiça Ione Nakamura contaram com o apoio do Grupo de Apoio Técnico Interdisciplinar (GATI) do polo Baixo Amazonas.

                               

No dia 13 (quarta-feira) a vistoria foi na carceragem do município de Juruti, onde estão sob custódia 19 presos, em uma mesma cela, e um preso especial, em corredor improvisado como cela. A unidade conta com dois agentes penitenciários. A avaliação do GATI aponta que em termos estruturais, a edificação está comprometida com sinais de infiltração e fissurações.

                                  

Os muros são baixos, de fácil acesso, com ameaça de desabamento nos prédios vizinhos da prefeitura municipal. O muro que faz divisa com um hospital já desabou. A cobertura está comprometida com infiltração e os agentes informaram a presença de roedores.  “A edificação não oferece segurança aos funcionários e compromete bastante os serviços realizados pela polícia civil”, conclui o relatório do engenheiro civil Marcus Sampaio.

No dia 14 de março (quinta-feira), foi realizada a vistoria no cais de arrimo. Atualmente, a empresa Presim é responsável pela execução do serviço de contenção provisória em gabião (tipo de estrutura armada, flexível e drenante). Há três meses, parte do cais que estava em obras cedeu e gerou transtornos para os moradores do perímetro, inclusive ameaçando a estrutura física de alguns imóveis.

                             

O encarregado pela obra no município informou que o serviço está sendo realizado para assegurar a segurança do trecho do cais. A enchente do rio Amazonas foi o principal fator para os problemas que ocorreram e o motivo da paralisação dos serviços. Todo serviço de fundação do cais está executado integralmente, porém abaixo do nível das águas.
 
A avaliação técnica do MPPA destaca que, no momento, pode ser verificado o aparecimento de fissuras nas edificações dos moradores que estão no entorno da obra, o que tem gerado insatisfação dos moradores com o andamento.  

 A promotoria vai avaliar os relatórios da carceragem e do cais, para solicitar as providências necessárias.

Texto: Ascom
Fotos: GATI/MPPA

 

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